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Criada primeira associação para doentes que sofrem de enxaqueca – Sociedade – Correio da Manhã

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Criada primeira associação para doentes que sofrem de enxaqueca - Sociedade - Correio da Manhã

A enxaqueca afeta cerca de 1,5 milhões de portugueses, sobretudo mulheres e, em particular, pessoas em idade ativa, entre os 35 e 45 anos. A doença provoca a incapacidade temporária para os doentes aquando das crises, que podem ocorrer por vários dias. A enxaqueca e as cefaleias são a segunda maior causa de anos vividos com incapacidade na população dos 5 aos 49 anos. No sentido de consciencializar e sensibilizar para a patologia foi agora criada a primeira associação portuguesa de doentes com enxaqueca e cefaleias, a Migra Portugal, que conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Cefaleias. “São doenças invisíveis e incapacitantes; por falta de conhecimento da sociedade, não se compreende os problemas dos doentes”, conta Madalena Plácido, presidente da associação. A doença atinge um em cada sete portugueses, pelo que Madalena Plácido considera que “a associação já devia ter sido criada há muito tempo”. O objetivo imediato “é afastar o estigma” que está associado à doença. “São patologias encaradas como desculpas, algo que é visto como uma doença que não é real”, diz. O MEU CASO Primeira crise aos 10 anos de idade Aos 26 anos, Madalena Plácido, farmacêutica, é a primeira presidente da primeira associação criada em Portugal para os doentes com enxaqueca e cefaleias. “Com 10 anos, tive a primeira crise. As crise foram aumentando até aos 17 anos, podendo ser de 15 dias num mês”, referiu. Madalena Plácido já tomou cinco tipos de medicação de prevenção, devido aos efeitos secundários. “São vários os fatores que podem despertar uma crise: o sol, determinados tipos de comida ou saltar refeições”, esclarece. Embora comparticipados, os medicamentos custam 50 euros por mês”, refere. DISCURSO DIRETO Elsa Parreira Presidente da Sociedade Portuguesa de Cefaleias CM: Quais os principais sintomas da doença? Elsa Parreira – Uma dor intensa na cabeça que obriga a ficar em repouso. Estão associadas náuseas e vómitos. A luz e o barulho incomodam bastante, assim como um simples mexer da cabeça. – É uma doença incurável? – Sim, mas as crises vão diminuindo depois dos 50 anos. Nas mulheres, as melhoras são após a menopausa. – Houve avanços na medicação? – Bastantes. Hoje, acaba por ser menos penosa.

Isaac Moises Sultan Cohen